quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sozinha. E é assim que me sinto. Solidão. E ela é a única que chega todas as noites para a minha companhia. De certo não sei até onde vai esse melodrama todo. Pra ser mais sincera, de certo não sei nada sobre o que ando sentindo e tentando entender. É novo e ao mesmo tempo velho essa sensação vazia, fria e silenciosa que chega todas as noites. Eu costumava ser melhor, costumava sorrir melhor, disfarçar melhor, só que de um tempo pra cá andei perdendo a prática, andei perdendo o jeito e andei deixando a solidão tomar conta de vez. Sozinha. Mesmo em uma festa rodeada de gente feliz e bebendo me sinto como se uma parte de mim estivesse perdida por aí. Drama. Pode ser que seja só uma melancolia de final de ano. Mas a solidão, seja lá por qual motivo ou por qual época, machuca. Ela chega, te leva pra longe e parece não te deixar jamais.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ele: Lutaria por mim?
Ela: Mesmo sem forças.

domingo, 27 de novembro de 2011

Te sinto, te sei, te espero, te quero, te deixo, te amo com todo o meu ódio. Te odeio com todo o meu amor. Te preciso, e que seja como for.
Quando penso no que sinto, me dá um frio na barriga, um nó na garganta como se eu quisesse gritar:
- Mas eu amo você, do meu jeito todo errado, errante, mas eu amo. Amo com todo o meu coração, que apesar de pequeno, cabe muito amor, amontoado, espremido, apertado, mas sincero, forte, duradouro.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ele: E como você está?
Ela: Indo.
Ele: Parece fria.
Ela: Impressão.
Ele: E pra que palavras curtas?
Ela: Eu gosto.
Ele: De ser fria?
Ela: De tentar ser forte.
Eu sei, eu sei, o eterno clichê "isso passa". Passa sim e quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia eu vou ouvir sua voz, olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, sussurrado, ele quer me deixar pra renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.
(Tati Bernardi)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tem que sofrer muito minha filha, tem que ser largada por um milhão de homens e vê se  aprende que amor não se implora. Vê se aprende que se ele gosta, uma frase no msn não significa nada. Vê se aprende que se ele não gosta, você pode escrever até o rg dele no seu facebook, ele nem vai ter a capacidade de ler. Aprende, aprende, aprende que dói menos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu prometo não bancar mais a boba e ver coisas onde não existem. Ta aí, promessa de dedinho. Prometo não me iludir por conta própria, não ficar acreditando até o último segundo que "ele" vai mudar de ideia pra ficar comigo. Prometo não criar expectativas e não procurar entrelinhas onde as linhas são só linhas e nada mais. Prometo não ser tão inocente e começar a ser mais fria e séria em relação a tudo. Prometo não mais rir de tudo, até mesmo dos meus problemas, prometo olhar eles e encará-los do jeito que eles são, ao invés de rir, fazer piada e fingir que nada está acontecendo. Eu prometo encarar a realidade, do jeito que ela é. Prometo fugir das minhas idealizações e me jogar nas doses que a vida de vez em quando oferece. Prometo não ter mais medo e ser forte como nunca fui antes. Prometo não ser tão idiota e não falar tudo o que me vier na telha. Prometo, de verdade, tentar cumprir todas as minhas promessas. Prometo e prometo de dedinho porque to mesmo precisando tomar jeito.

domingo, 6 de novembro de 2011

Só quero que você cuide de mim. Que entre e feche a porta. De preferência, que tranque. Fica aqui e não vai embora, por favor. Nunca lidei muito bem com partidas, tanta gente já foi embora e deixa aquele buraco, sabe? Então, se for pra ir embora, nem bata na minha porta. A minha vontade é de te puxar aqui pra dentro, mesmo que você não queira. De pular de para-quedas no seu coração, na sua vida. De te adentrar aos poucos e tatuar em você o amor. Eu não me importaria de deixar tudo pra lá, se você estivesse do meu lado, segurando minha mão - meu coração - firme. Sacudir-te forte e te fazer entender que eu quero mais um "eu e você". Quero mais, quero "nós". Que no final de tudo, você possa jogar a sua chave fora, o seu medo. Pode morar aqui dentro, eu quero, eu deixo. Que a minha chave seja sua, que o encaixe seja o mesmo.
- Te amo!
- Preguiça..
- De que?
- De acreditar.

sábado, 5 de novembro de 2011

A sapatilha torou e o músico ainda tocava um resto de amor. A sinfonia mais pesada que aquela bailarina ousara escutar, seus dedos travaram, sua dança foi abalada. Cadê a doçura, bailarina? Cadê a leveza em sua alma? Cadê os pulos sapecas de uma menininha dengosa e sem preocupações? Quando foi que o mundo conseguiu parar tua dança? Conta-me, joga as sapatilhas ao longe e me conta. Levanta mesmo sem sapatilhas e sem nó, levanta e dança. Peça para a orquestra tocar um composição glamorosa e dança de ponta de pé, com os pés descalços e o laços de fita soltos, mas dança. Pois no fim, minha bela, a platéia te aplaudirá, eu te garanto.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ame apenas aquele que faça de tudo pra te ver sorrir. Preocupe-se com aquele que demonstra se preocupar com você. Ligue realmente para aquele que não te trata como mais um número. Cuide daquele que faz de tudo para estar perto de ti. Proteja aquele que nunca se afasta de você. Não ame sozinha, não demonstre sentimentos por alguém que não move uma vírgula por você. Escolha aquele que realmente te mereça.
Não lhe conheço, não sei quem sejas e nem onde estás, mas estou esperando você chegar. Espero que chegue como os leves ventos de outono ou com a delicadeza primaveril. Pode chegar assim mesmo, com o cabelo todo bagunçado e com essa timidez inconfundível, de quem se comunica apenas com o olhar. Me abrace fortemente, de uma maneira que eu possa sentir as batidas do teu coração. Deixe-me desvendar minusiosamente cada detalhe do seu rosto, e que você possa sentir a maciez de minhas mãos tocando sua face. Entrelace suas mãos nas minhas. Olhe fixamente em meus olhos e observe a intensidade de como eles brilham. Não segure as lágrimas, deixe que elas caiam naturalmente para que eu possa enxugá-las pra você. Lembre-se que homens de verdade choram sim. Esqueceremos juntos o mundo lá fora. Deite sobre meu ombro e deixe-me lhe contar uma história qualquer. Deixe-me escolher um filme que se encaixe perfeitamente em nossa história, para assistirmos naquele domingo chuvoso. Prometo preparar a pipoca com bastante bacon, só pra lhe agradar. Quando estiver de mal humor por seu time ter perdido, prometo fazer piadinhas sem graça, e levá-lo para jogar video game, mesmo sabendo que você vai ganhar sempre. Me envolva com teus braços. Deixe-me cuidar de você e te proteger. E quando estiveres longe, olhe pra lua e saiba que independente de perto ou longe, eu estarei com o pensamento em você. Ligue-me de madrugada após acordar de um pesadelo que não te deixastes dormir mais. Eu farei de tudo para tentar te acalmar, eu prometo. Pode vir desse jeito mesmo,garanto que amarei apenas a ti. Não tenha pressa, pode vir sem medo. Mas por favor, venha e me mostre quem és tu.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita pra ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito. Alguém que não desiste de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa, e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente. Quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar.
(Caio Fernando Abreu)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para minha mãezinha

Parece que a ficha não caiu sabe, eu me pego pensando que a qualquer momento a senhora vai sair daquele hospital, me abraçar e dizer como de costume: "a minha neta é tão linda". Esses dias estão sendo tão difíceis, é tão doloroso saber que eu nunca mais vou ganhar aquele cafuné que parecia me livrar de todo mal... Eu sou tão grata por tudo, pela educação, pelo carinho, pelo exemplo de mulher forte, companheira, guerreira, mãe, avó e tudo que as palavras não conseguem expressar. Por que meu Deus, eu não pude ir no seu lugar? Como eu queria que isso tivesse acontecido, eu daria tudo, iria até o fim do mundo só para mais um vez receber aquela ligação de toda segunda-feira que a senhora dizia: "Minha lora, vem almoçar aqui, to fazendo seu purê." Até os purês de batata que eu tanto adoro, perderam a graça... As lágrimas ainda insistem em rolar sobre meu rosto, porque essa dor, essa saudade... É inexplicável! Você sim, merece todo o meu amor, você sim eu posso dizer com tanta sinceridade que me amava. Obrigada por sempre me defender e me proteger até de mim mesma. Era tão terrível lhe ver naquele hospital, cheia de aparelhos e não poder fazer nada pra lhe ajudar... Tão terrível lhe ver naquele caixão, ver te botarem dentro de um buraco e saber que nunca mais eu vou te ver. As palavras saem tão devagar, tão borradas, espremidas e com tristeza, eu só tenho a dizer que eu te amo muito minha mãezinha e que eu sinto muito sua falta!
- E quando foi que você descobriu que o amava?
- Acho que dizes bem! É disso mesmo que se trata, "descobrir" e coincidiu com a minha carência. Quando eu notei já estava o amando, já estava desvendando cada ponto do seu interior. E exterior também! Foi ai que fui descobrindo o amor devagarzinho. Bem assim mesmo, com calma, com pausa, com amor. Bastou-me ter alguns segundos da sua atenção, pra saber que ele era o amor da minha vida.
- E quando foi que a senhorita teve certeza?
- De que? Que o amava?
- É...
- Quando vi ele saindo da minha vida.

(...) E ela ama, mesmo sabendo que vai chorar muitas vezes ainda.
(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

- Quem não procura não sente falta, moço.
- Engano seu, pequena. A nostalgia tortura e todo dia o coração implora pedindo pra voltar.
- Por que não volta, então?
- A saudade é grande, mas o orgulho é ainda maior, menina.
(Caio Fernando Abreu)

Meu amor, eu queria tirar dos seus olhos toda essa tristeza...
Eu quero continuar. As coisas só são fáceis em pensamento, no imaginário, e não é porque tem sido difícil na prática que eu vou desistir. Sei que as dificuldades só engrandecem nossas conquistas.

domingo, 23 de outubro de 2011

Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro.
(Tati Bernardi)
Então finge, garota. Finge que não sente, que não vê. Finge que está tudo bem. Pode fingir, pode agir como se nada afetasse. Finge que a verdade não dói, que as coisas não machucam, que as palavras não ferem. Finge que o buraco cicatrizou, que as pessoas sabem curar, finge que se acostumou com tudo, que mudou (...) E tarde da noite, quando deitar na cama, chora tudo. Tudo o que pode, que consegue, que quer. Mas enquanto a noite não cai, finge que não se importa. Que as feridas recentes não atrapalham, que falar sem pensar não é consequência. Finge que o mundo não gira, que a vida não corre. Finge que nada mais vai te afetar, que ninguém mais vai conseguir atrapalhar. Finge... É melhor fingir, garota. As pessoas preferem assim, as dores encaixam no tempo, se acostumam com tamanha falta de verdade, com o excesso de mentira. Finge. Age como as pessoas querem. Age como se nada acontecesse. A verdade mesmo é que não querem saber como estão e sim como vai evitar machucar os demais. E não importa o quão ferida estejas, garota. Simplemente, finja. Finja que é forte o suficiente, mesmo que não seja.
E às vezes é melhor fingir que não dói nem um pouco, que não vê, que não sente falta. As vezes é melhor fingir que não faz diferença, que é melhor mudar, parar de se machucar. Às vezes é melhor fingir que a ausência é compreensível e os comportamentos explicáveis (...) e que nada machuca. É melhor fingir que vai mudar, que vai ser o que não é. Para acabar não perdendo mais do que tem, mais do que pode conseguir. É melhor fingir que, apesar de toda falta e de todas as dores, não dói, não entende. É melhor fingir que toda aflição vem de dentro e não do tempo. E por mais que machuque, machuque muito... É melhor fingir que nada está acontecendo e que as coisas estão se adaptando. Mesmo quando sabe, que lá no fundo, está tudo aos pedaços. 
Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto à pena a ponto de você deixar de se querer.
(Tati Bernardi)
Mas eu o amo, é o que importa. Amo demais. Sem discursos, sem frase de efeito, sem irresponsabilidades. Eu sei porque se não fosse tão forte eu não ficaria sem palavras.
Pra falar a verdade eu acho que perdi a coragem de falar sobre nós. Ah vai, qualquer história mal acabada deixa um feitiço esquisito que dá medo de comentar, e você me dá medo. Dá frio na barriga, arrepio na espinha, ansiedade, ânsia, borboletas prociando no estômago e afins. Pra falar a verdade ainda, até parei de fazer as unhas. É meio que como se cuidar de mim seria como cuidar de você, e como não tem mais o nós, sobra apenas o caco. Tolice, não é? Eu sei. Eu acho mesmo que estou ficando meio babaca com essa história toda. Meio desleixada, eu acho. Então para de ser babaca também e procura saber de mim, vai, não arranca pedaço. Você sabe o quanto ouvir essa sua voz aumenta minha auto-estima. A não ser que você goste de me ver assim, vai saber. Entendo que nos finais de relacionamento a gente quer mais que o outro se exploda mesmo. Se for assim, quero explodir perto de você. E cara de pau como eu sou, logo confesso que estou louca pra juntar todos os caquinhos dessa explosão contigo.
Ah como eu amo sorrir sem motivo só de perceber a reciprocidade numa troca de olhares. Tudo bem que é só uma troca de olhares e nada mais do que isso, mas quem vai impedir minha imaginação? Disfarça, olha pro lado, mexe no cabelo, coça a nunca e volta a olhar, isso! Nesse meio tempo já fui ao céu acompanhada desse sorriso e esse par de olhos. Sou fantasiosa mesmo e que se dane o resto. Pensei comigo um pouco se uma pessoa pode assustar outra assim, quando me dei conta não parava de encarar. Vai ver é intuição, vai ver é atração, vai ver é pura cara de pau mesmo. Cara de pau, pra quem não sabe, de vez em quando dá em alguma coisa. As vezes bastante coisa.

Ela doía. Fingia que não. Ela precisava dele e ainda tinha a ousadia de negar. Sentia sua falta, mais do que qualquer outra coisa. Procurava por sorrisos. Mas para ser específica: um único sorriso. Aquele que não podia ver, nem admirar. Aquele que tinha que ficar em suas lembranças. Ela tinha medo. Medo de que acabasse. Porque alguma hora, aconteceria. Não acreditava em contos de fadas, muito menos em finais felizes. Ela tinha se acostumado com as decepções. Tornou-se fria. Gelada. Seu coração machuva de dor. Memórias andavam solta pela sua mente. Chorava. Gritava. Dizia que ia desaparecer. E continuava ali, se apaixonando cada vez mais.
Fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá.
(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Aprenda menina, quem não te procura, não sente sua falta.
(Caio Fernando Abreu)
Eu sou chata, antipática, egocêntrica, orgulhosa, amarga, egoísta e arrogante também. Acho metade do mundo chato e sem conteúdo. Drama não me comove. Se eu não gosto de você, sua opinião sobre mim é lixo e nada mais. Mas eu sou eu mesma, do jeito e na hora que eu quero ser. Sei muito bem que não se pode agradar o mundo, e mesmo que isso fosse possível, eu não faria o menor esforço pra conseguir. 
Você é um idiota. É um babaca, cretino, e sabe disso. Você frusta todas as expectativas que eu já tive em relação à alguém pra mim. E mesmo assim é em você que eu penso, é de você que eu gosto, é pra você que eu volto... Sempre.
Caio Fernando Abreu 
Eu quero eternizar o seu sorriso lindo - mas eu nunca falei  dele pra você. Nem eu falei do seu cheirinho bom. Que é cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto. E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea.
Tati Bernardi

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

- Então não o ama mais?
- Amo. Só guardei isso num cofre. E tranquei. E esqueci senha. Não porque quis. Foi preciso.
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga.
(Caio Fernando Abreu)
Não sou forte o tempo inteiro e não gosto de admitir isso, então não espalha. Eu sou fraca às vezes. Muitas vezes.
- Ah, menina, o que foi que aconteceu com você? O que fizeram com você?
- Eu não sei, eu não entendo. Roubaram a minha alegria.
(Caio Fernando Abreu)
- Como se sente, moça?
Supirou.
- Ainda devo sentir?
Esta coisa terrível de não ter ninguém para ouvir o meu grito. No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia. Um avião, um navio, uma nave espacial. Não veio nada, não veio ninguém.
(Caio Fernando Abreu)

sábado, 10 de setembro de 2011

Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois.
Aprecio o silêncio, mas odeio ter que guardar essas coisas relativas a ti dentro de mim. Gosto de estar sozinha, mas admito que na tua companhia as coisas seriam mais fáceis. Prefiro te provocar a admitir que te gosto... Coisas simples que eu costumo tornar complicadas por apenas ser eu.
Sempre na incessante espera por algo que preencha vazios de mim. Se você gritar aqui dentro, um eco vai soar, de tão triste, de tão vazio. Para onde foi o meu tempo bom? Em mim só há tempestade. Por onde anda meu sol, que não dá pra ver? Essas nuvens me invadiram, nada é mais nítido aqui. Não te ensinaram tristeza, a não alojar-se onde não é bem vinda? Sim, eu abri minhas portas para que você entrasse, te abrecei com os braços do tamanho do mundo e te aceitei como se fosse presente desejado, mas agora vou ter que te expulsar. Você nunca foi hóspede em mim, e sim parasita. Não importa que só exista vácuo em meu interior, decididamente, não tenho mais espaço pra você.
Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
(O Pequeno Príncipe)
Vem antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim. Vem que eu te ensinarei a voar.
(Caio Fernando Abreu)
Engraçado mesmo é como eu mudei depois dele, sempre disse que ele tinha me ensinado a ser melhor, mais doce, mais simpática, mais feliz, mas ele levou embora tudo o que ele trouxe pra minha vida e um pouco mais... E eu nem consigo sentir raiva.

(Tati Bernardi)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu vou seguir em frente. Viver o mais intenso possível. Amores verdadeiros não se vão, e se foi, é porque não era verdadeiro. Eu vou seguir meu caminho, o que tiver que ser meu, vai ser, o que tiver que voltar, vai vir pra mim mais rápido do que eu possa imaginar. A vida é curta demais, pra gente passar chorando. Se a tristeza invadir, acredite, você é mais forte do que pensa. É que quando se fecha uma porta, abrem-se duas janelas. Assim o sol penetra em mais de um lugar.







Confesso, faço coisas absurdas pra tentar tirar você de mim. Mas ainda vou dormir pensando em nós. Nos meus sonhos te vejo perfeitamente, sinto seu toque como se fosse de verdade. Eu sei, eu preciso te tirar de mim. Mas aquele eu e você, eu queria que fosse nós. Eu tenho medo de sair na rua, e te enxergar com qualquer uma por ai. É difícil ver meu mundo nos braços de outra. Consegue entender isso?