quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ele não sabe nada sobre mim. Não sabe que o aperto no peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que meus olhos estão menos melancólicos. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são os meus novos assuntos, nem os filmes favoritos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde de que me desvencilhei da minha vida social intensa. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei a saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu tenho estado tão só sem a devastadora de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele que me ensinou esta alegria.



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