Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que no mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse contruí-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisaria trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, de contemplar o céu, do fechar dos olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi uma boa menina. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não conseguimos mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos para não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olha o céu de mãos dadas. segunda-feira, 11 de abril de 2011
Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que no mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse contruí-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisaria trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, de contemplar o céu, do fechar dos olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi uma boa menina. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não conseguimos mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos para não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olha o céu de mãos dadas.
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