Sempre na incessante espera por algo que preencha vazios de mim. Se você gritar aqui dentro, um eco vai soar, de tão triste, de tão vazio. Para onde foi o meu tempo bom? Em mim só há tempestade. Por onde anda meu sol, que não dá pra ver? Essas nuvens me invadiram, nada é mais nítido aqui. Não te ensinaram tristeza, a não alojar-se onde não é bem vinda? Sim, eu abri minhas portas para que você entrasse, te abrecei com os braços do tamanho do mundo e te aceitei como se fosse presente desejado, mas agora vou ter que te expulsar. Você nunca foi hóspede em mim, e sim parasita. Não importa que só exista vácuo em meu interior, decididamente, não tenho mais espaço pra você.

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