sábado, 10 de setembro de 2011

Sempre na incessante espera por algo que preencha vazios de mim. Se você gritar aqui dentro, um eco vai soar, de tão triste, de tão vazio. Para onde foi o meu tempo bom? Em mim só há tempestade. Por onde anda meu sol, que não dá pra ver? Essas nuvens me invadiram, nada é mais nítido aqui. Não te ensinaram tristeza, a não alojar-se onde não é bem vinda? Sim, eu abri minhas portas para que você entrasse, te abrecei com os braços do tamanho do mundo e te aceitei como se fosse presente desejado, mas agora vou ter que te expulsar. Você nunca foi hóspede em mim, e sim parasita. Não importa que só exista vácuo em meu interior, decididamente, não tenho mais espaço pra você.

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