A sapatilha torou e o músico ainda tocava um resto de amor. A sinfonia mais pesada que aquela bailarina ousara escutar, seus dedos travaram, sua dança foi abalada. Cadê a doçura, bailarina? Cadê a leveza em sua alma? Cadê os pulos sapecas de uma menininha dengosa e sem preocupações? Quando foi que o mundo conseguiu parar tua dança? Conta-me, joga as sapatilhas ao longe e me conta. Levanta mesmo sem sapatilhas e sem nó, levanta e dança. Peça para a orquestra tocar um composição glamorosa e dança de ponta de pé, com os pés descalços e o laços de fita soltos, mas dança. Pois no fim, minha bela, a platéia te aplaudirá, eu te garanto.

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